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A penny for your thoughts (1)

Era a nossa primeira noite juntos. Finalmente ia acontecer. Tinha de ser. As semanas que a precediam tinham sido repletas de manifestações de desejo, de vontade, de provocação mútua. Desde a hora que nos conhecemos que eu sabia que ia acontecer e a antecipação do momento tomava conta de mim a cada minuto que passava.
Era a nossa primeira noite juntos. E eu queria que tudo estivesse perfeito. Que eu estivesse perfeita para ele. Do armário retirei a minha lingerie preferida, o cinto e as meias ligas, o salto alto e um vestido preto. Saí de casa, nervosa mas confiante. Tinha a certeza que não me ia arrepender e que o nosso, seria um encaixe perfeito. Não me enganei.
Quando os nossos olhares se cruzaram, sorrimos timidamente. Beijámo-nos timidamente. Já enquadrados pelas paredes de betão e alheados do mundo lá fora, todo o nervosismo se desvaneceu. A cumplicidade que nos unia deu mostras físicas da sua existência e a naturalidade com que nos desejávamos transpareceu. O beijo intenso com que me presenteou enquanto me sentia o corpo por cima do vestido, o olhar terno mas deliciado que pousou no meu e a respiração ofegante que me depositou junto ao ouvido deram o mote ao que se seguiu. O meu vestido não tardou a cair inerte no chão. Deitada em cima da cama, prostrada, olhei-o. Debruçava-se sobre mim, apenas de calças de ganga. Beijava-me ora sofregamente, abusando da minha boca, ora docemente, colando os seus lábios em cada recanto da minha pele. O pescoço, os braços, a barriga, os joelhos, as pernas. Brincava comigo. Vestida ainda, evitava propositadamente os locais óbvios. Até que, sempre lentamente e com toda a suavidade me desapossou dos últimos pedaços de tecido que me cobriam. Beijou os meus seios, olhando-me nos olhos. Beijou-me a boca em fogo e num gesto quase teatral, afastou-me as pernas. Sorriu e debruçou-se sobre mim. Provou-me. E deu-me a provar devolvendo-me o beijo no mesmo movimento que a sua língua tinha acabado de fazer. Voltou a provar-me. Deixou-me sem chão. Completamente fora de mim, desesperada por o provar também. Nesse momento, despiu-se para mim. Os boxers brancos revelaram-no por fim. Encontrava-se pronto para mim. A perspectiva do que me estava reservado deixou-me num estado de excitação indescritível. Escorria por mim o desejo de o ter na minha boca. Não consegui esperar mais. De uma forma quase trôpega fui ao seu encontro. Peguei-o com uma mão e a minha boca, telecomandada, prestou-se a senti-lo. Firme e delicioso. Engoli-o em toda a sua extensão, deixando a minha língua desenhar movimentos interiores que o massajavam simultaneamente. Uma e outra vez. Mais depressa umas vezes, mais devagar outras. Gemíamos ambos. O crescente desejo depressa tomou conta de nós e ele apressou-se a dar-me sinal que queria entrar em mim. Deitou-me na cama e de frente para mim, pressionou-me o clitóris preparando-me para o culminar do nosso encaixe. Entrou em mim de repente, sem me avisar, rasgando-me o corpo e provocando-me um eclipsar nos batimentos cardíacos. Naquele momento éramos um só. Investida após investida, os nossos olhares hipnotizados denotavam o prazer que nos invadia. Certeira cada uma delas. Preencheu-me de si até me arruinar por completo. Mas queria mais. Pedi-lhe para, de quatro, me dominar. Não mo negou. Profundamente e a um ritmo cada vez mais forte, entrou em mim sucessivamente. Deliciava-se com as minhas curvas, com o toque da minha pele. A visão do nós, ali, unidos num momento carnal e soberano, transportados para uma realidade só nossa proporcionou-me uma memória que guardo gravada no fundo dos meus olhos. Sucumbimos ao já inadiável orgasmo e sorrimos invadidos pela paz depois de uma batalha. Sim, porque a guerra não terminou ali...

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